quarta-feira, 4 de julho de 2012

dos 13 aos 30

     Quando tinha meus 13 anos, confesso minha imaturidade como a de qualquer garoto (da minha época, pelos menos). Me interessava por brincar, soltar pipa, jogar video game, fazer a bagunça padrão. Não me interessava por garotas. Lógico, elas bem mais espertas com os mesmos 13, já começavam a ficar de sorrisinhos para os garotos de 16. Algumas trocavam seus beijos apaixonados. Afinal eles eram mais velhos. Não eram como os muleques suados que corriam na rua descalços.

     Com o passar do tempo percebi a beleza dessas meninas. E é claro me apaixonei. Perdidamente (varias vezes). Já tinha meus 15. E tinha espinhas na cara toda. Uma voz esquisita. Talvez eu fosse um monstro. E mesmo que eu não fosse agora os planos dessas moças havia mudado. Para elas, debutantes, os rapazes tem que ter saído da escola, claro. Ter seus 18 ou quem sabe os 19 anos e carteira de motorista. Pegar o carro do pai e sair com a mocinha. Nada mais justo.

     Secaram as espinhas. O cabelo cresceu. A escola normal acabou. Até carteira de carro já tinha. Não o carro. 19. Eu entendo. ¿Que garota de 19 anos não iria querer um cara que já estivesse na faculdade? No 4º período pelo menos. De medicina. Direito. Odonto. E para as menos exigentes valia até comunicação social. Eu? Vestibular. Cursinho. Cabelos caindo de desespero.

     25. Agora sim. Na faculdade. As mais lindas meninas/mulheres. Elas com seus 20, 21 até 26 anos de pura inteligência e beleza. Procurando, junto com a independência, alguém que pudesse lhe dar segurança. Alguém com emprego fixo (emprego sério, nem preciso dizer). Um cara instruído. Que não more com os pais, lógico. E, inegavelmente, um carro ajuda. Ou seja, alguém uns 5 ou 10 anos na minha frente.

     Enfim, com meus 30. Tenho um carro. Moro sozinho. Formado...

     Nunca deixei de amar cada uma das mulheres da minha idade. Que tem hoje os mesmo 30 anos que eu. Elas são as mais Lindas. Elas sabem que são. Inteligentes. Decididas ...         e casadas.




     Não me censurem então por minha namorada ter 19.

     Minha esperança é que daqui a 10 anos ela se torne a metade do que são vocês, hoje com 30.



     Com seus batons vermelhos. Auto-confiança e independência.
     ... e se assim for ... também ela ... estará casada ...